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Mostrando postagens de 2010

DESEJO DE DESTRUIÇÃO

Numa roda de amigos, uma pessoa se vangloriava de ter resolvido, de forma definitiva, um problema de ataques de raposas que estavam predando galinhas num sítio de sua propriedade. Ele disse ter colocado víceras envenenadas com “chumbinho” em pontos estratégicos freqüentados pelos predadores. As raposas foram atraídas, alimentaram-se das iscas envenenadas e foram exterminadas na região. A atitude até poderia ser considerada aceitável se avaliada numa perspectiva de que o autor seria alguém desinformado dos efeitos danosos dos seus atos ao ecossistema: mas não o era; o autor de tal façanha era nada mais nada menos do que um biólogo formado na nossa universidade de integração regional. Ele, com certeza, sabia que os predadores contribuem para o equilíbrio ecológico e que utilizando o veneno estaria matando também animais necrófagos e insetos diversos. Seria apenas a ambição pelo lucro ditando atitudes agressivas ao meio ambiente? Creio que não. Vejo nisto tudo, a manifestação do ímpeto...

A CULTURA DA DESONESTIDADE

No ano de 2005 o Instituto Gerp desenvolveu uma pesquisa em dez capitais brasileiras sobre qual seria o comportamento das pessoas entrevistadas diante de situações em que levariam vantagens burlando alguma regra legal ou social. A pesquisa, pasmem, concluiu que os brasileiros, na sua maioria, são honestos – nessa é difícil de acreditar! Foram doze perguntas que versavam sobre permanecer com um troco a mais num caixa de supermercado, utilizar-se de um recurso para sonegar imposto de renda, estacionar na vaga destinada a deficientes físicos, fazer um “gato” na TV por assinatura, levar para casa canetas e envelopes da empresa ou órgão público onde trabalha, ficar com o dinheiro de uma carteira achada na rua, levar consigo uma toalha do hotel onde hospedara, furar a fila no embarque do ônibus, exceder o limite de velocidade ou avançar o sinal quando tiver certeza de impunidade, contar ao(a) melhor amigo(a) que vira seu cônjuge em ato de traição conjugal, usar cópia ilegal (pirata) de...

EDUCAÇÃO DOMÉSTICA SEM TORTURA FÍSICA

A recente lei aprovada pelo Congresso Nacional que proíbe o castigo físico aos filhos, mesmo as famosas palmadas, tem causado polêmica. Há, inclusive, quem invoque parte do texto bíblico para justificar aplicar palmadas nos filhos sob pretexto de se tratar de uma medida didática de educação doméstica: “Não poupes a correção ao menino, porque, se lhe bateres com a vara não morrerá” (Provérbios 23-13). Há outros que afirmam que a lei é uma afronta à autoridade dos pais. A questão dos castigos físicos aplicados aos filhos, pelos pais, é algo preocupante. É uma prática cultural que perpassa gerações na nossa sociedade, sem que a maioria dos adeptos se dê conta dos seus malefícios sobre quem recebe esse tratamento. Já vi, decepcionado, estudantes universitários e professores defendendo a aplicação dessas torturas sob a alegação de ser um método eficaz na educação doméstica. Numa reunião de um Conselho Comunitário de Segurança Pública, na qual houve um debate sobre a atuação do Conselho T...