O Instituto Histórico e Geográfico de Montes Claros em Cordel
LITERATURA DE CORDEL
O INSTITUTO HISTÓRICO E
GEOGRÁFICO DE MONTES CLAROS
Uma conquista da sociedade norte-mineira
AUTOR: JOÃO
FIGUEIREDO
Cordel nº 11/2020
MONTES CLAROS-MG
Apresentação
O presente Cordel foi produzido como
uma simples homenagem ao Instituto Histórico e Geográfico de Montes Claros –
IHGMC. Instituição idealizada e fundada
por um grupo de homens e mulheres amantes das ciências e da cultura,
preocupados com a preservação do patrimônio histórico, geográfico, artístico e
cultural de Montes Claros e região.
Foi escrito em sextilha, (estrofes
de seis versos), com versos metrificados em redondilha maior (sete sílabas
poéticas). A técnica para esse tipo de versificação consiste em manter rimas
entre o segundo, o quarto e sexto verso. O primeiro, o terceiro e o quinto
verso são os chamados “versos brancos”, que possuem metrificação e não têm
rima. Esquema de rima, neste caso, é definido como ABABAB.
Foto em janeiro de 2020. Da esquerda para a direita: Carlos Azevedo (membro do Conselho Fiscal do IHGMC), Dário Cotrim (Presidente), João Figueiredo (membro do Conselho Fiscal) e Lázaro Sena (Tesoureiro).
Parte da Sala de Leitura da Biblioteca do IHGMC com obras de variados autores, disponibilizadas para empréstimo aos sócios do Instituto e outras, de autoria destes, expostas à venda.
I
“Labor
omnia vincit”
No
sexto ano do Vinte e Um
Vinte
e sete de dezembro
Para
um “coetus coesum”
O lema
se tornou um leme
Desse
grupo incomum.
II
Movidos
pela cultura
Co’o
germe da Academia
Montes-clarense
de Letras
O
nascedouro porfia
“O
trabalho vence tudo”
Nosso
pão de cada dia.
III
Um auspicioso
quórum
Numa
sagrada missão
Residência
do Arruda
Deu-se
a excelsa fundação
Nove
membros-fundadores
Grelaram
a instituição.
IV
Ergueu-se
o nobre Instituto
A
Casa de Simeão...
História,
arte, cultura...
Ganharam
seu bastião
Da terra
dos Montes Claros
Para
toda a região.
V
Para
quem não percebeu:
Falo
do Instituto
Histórico
e Geográfico
Ente
altivo e impoluto
De
mentes brilhantes
Um benfazejo
produto.
VI
Ideado
por Cotrim
E um
grupo pioneiro
Haroldo
L. de Oliveira
Também
o Luís Ribeiro,
Com Wanderlino
Arruda
Fecha
o quarteto timoneiro.
VII
Simeão
Ribeiro Pires
Digno
homenageado
Ilustre
montes-clarense
O
seu nome foi emprestado
Para
sub-denominação
Do
instituto recém-criado.
VIII
Incansável
guardião
Das
tradições e costumes
Do
povo norte-mineiro
Co’as
mentes porta-lumes
Resgata-lhe
a trajetória
Sem
remendos ou tapumes.
IX
Difunde
conhecimentos
Das
artes e das ciências
No
município-polo
E
suas adjacências
A História
e a Geografia
Em
suas congruências.
X
Tem
na promoção de estudos
A
sua finalidade
A
Geo-historiografia
Defende
com acuidade
Patrimônio
intangível
Tratado
com dignidade.
XI
Vê co’o devido respeito
Porém,
com neutralidade
As
discussões partidárias
Permite
com liberdade
Todas
as questões polêmicas
Com
impessoalidade.
XII
Seus
membros-fundadores
Dona
Yvonne Silveira
Zoraide
Guerra David
DURÃES,
Juvenal Caldeira
Gy
Reis e Luiz Ribeiro
Haroldo
L. Oliveira
XIII
Também
Amelina Chaves
É do
núcleo seleto
Tem
o Dário Cotrim
Nosso
escritor dileto
E
com Wanderlino Arruda
O
grupo estava completo.
XIV
Criou-se
um ente sagrado
Resultante
da união
Gente
disposta ao trabalho
Em perfeita
comunhão
Convivência
plural
Um
coletivo em ação.
XV
Sobrado
Dulce Sarmento
A
sede própria abriga
O saber
por objetivo
A
instituição dá guarida
Conhecer
a região
E
sua gente aguerrida.
XVI
Há o
sócio Honorário
Sócio
Correspondente
O
associado Mecenas
Contribui
mensalmente
O Efetivo
e o Benemérito
São
cinco tipos somente.
XVII
Os
sócios Efetivos
São o
quadro principal
Devem
assiduidade
A
cada reunião mensal
Quitar
contribuições
É um
compromisso moral.
XVIII
Compõe-se
de cem cadeiras
Para
os membros Efetivos
Que
têm como patronos
Personagens
expressivos
As
vagas são ocupadas
Por militantes
ativos.
XIX
A
ação dos demais sócios
Tem
caráter voluntário
Seja
o Correspondente
Assim
como o Honorário
Mecenas
e Benemérito
São
apoio extraordinário.
FIM
Dados biográficos
do autor
João Figueiredo é natural
de Montes Claros-MG, subtenente reformado da PMMG, casado, pai de três filhas
do primeiro e de dois filhos do segundo casamento. Quando no serviço ativo da
PM atuou como Instrutor do Proerd (Programa Educacional de Combate às Drogas e
à Violência), Monitor de Curso Técnico de Segurança Pública, Monitor de
Técnicas de emprego do bastão-tonfa como instrumento de defesa e ataque,
Monitor de Tiro Policial, Monitor de Técnicas de redação, Monitor de Direitos
Humanos, Monitor de Policiamento Comunitário, dentre outras funções.
Historiador, sociólogo
(Registro MTb/MG0957),
jornalista profissional (Registro MTb13.217-JP),
escritor (ensaísta, poeta, cronista, contista, cordelista), capoeirista e
professor de Yoga. Desenvolve há dois anos o “Projeto Capoeira e Meditação”, de
sua autoria, com jovens e crianças na comunidade rural de Espigão de Cima e com
dependentes químicos do Centro de Recuperação São Francisco de Assis.
Desenvolve um trabalho de Relaxamento e Meditação, também de sua autoria,
denominado de “Projeto RIME – Relaxamento, Meditação, Reflexão Induzida e
Reprogramação Mental”, com os egressos do citado Centro de Recuperação e com os
familiares dos dependentes químicos que ali estiveram ou estão em tratamento.
Publicou
as seguintes obras:
LIVROS 1 – “Capoeira:
A Psicoterapia corporal dos oprimidos”, abordagem psicanalítica, de linha
reichiana, sobre a Capoeira: trata da política do corpo e dos efeitos da
Capoeira como instrumento de libertação da mente e das amarras corporais; 2 - “A Minha vida durante e depois do
câncer”, relato autobiográfico da relação do autor com o câncer, as
dificuldades do tratamento, as expectativas em relação às pessoas próximas, a
luta contra o preconceito em relação à doença; 3 - “As forças invisíveis da Capoeira”, o livro se divide em duas
partes: uma de poesia e outra de ensaios; aborda a relação do capoeirista com a
sua espiritualidade e suas crenças, durante a prática da Capoeira; 4 – “Juramento (1953-2010) – Um pedaço
da História do Norte de Minas”, levantamento histórico sobre o município no
período citado; foi coordenador de pesquisa, organizador do livro e redator da
parte que trata de política; 5 –
“Ataque ao Palácio e outros causos da caserna”, coletânea de contos (causos)
que circulam oralmente nos quartéis da PM no Norte de Minas como se verdadeiros
fossem; 6 – “Meninice Campesina”, o
primeiro título provisório era “Histórias de um menino da roça”, são contos
autobiográficos da infância do autor; 7
– “Sobre Capoeira e capoeiristas em sexteto agalopado”, opúsculo de Literatura
Popular, em 68 páginas, que trata da visão acerca do que é Capoeira, na sua
dimensão histórica e cultural, e sobre o comportamento e as crenças dos
capoeiristas.
CORDÉIS: 1 – “Mestre Eurico Violeiro – Referência cultural na comunidade de
Espigão de Cima e toda a região”; 2
– “O fim dos grandes prostíbulos de Montes Claros coincide com o surgimento dos
primeiros motéis na cidade”; 3 –
“Comunidade de Espigão de Cima, município de Montes Claros/MG - Sua História, sua gente, seus conflitos e
suas particularidades”; 4 – “Lu
Pimenta – A primeira Mestra de Capoeira da terra das alterosas”; 5 – “O lendário Mestre Suassuna – Comandante de um
Transatlântico Cosmopolita chamado Cordão de Ouro”; 6 – “Oliveira
Lêga: Um político progressista que foi penalizado por ser honesto e querer
combater as injustiças sociais”; 7 – “Crítica à elite cordelista: O Cordel surgiu
da luta contra a cultura elitista da aristocracia, mas criou sua própria elite”;
8 – “Os falsos amigos – em Décimas –
As mentiras tinhosas de personalidades pérfidas”; 9 – “Os campos de concentração brasileiros: Primeiro antecedemos, depois imitamos os
Nazistas!”; 10 – “Dependência Química – Doença incurável que
acomete o paciente e fere pessoas do seu convívio”; 11 – “O Instituto Histórico e Geográfico de Montes Claros: Uma
conquista da sociedade norte-mineira”.

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